Atividade Física


Exercícios podem modificar nosso coração

Um novo estudo mapeou os corações de nadadores e corredores mundiais, demonstrando como os exercícios podem modificar o coração de quem os pratica.


Exercícios podem modificar nosso coração

Pelo fato de tais atletas terem se exercitado vigorosamente durante anos, foram o objeto do estudo.

 

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Foram selecionados 16 atletas da equipe nacional, de ambos os sexos, e outros comparáveis, entre velocistas e especialistas em distância. Foi solicitado aos participantes que comparecessem ao laboratório de exercícios depois de passarem 12 horas sem realizar atividade física e ficassem em silêncio. Tiveram suas frequências cardíacas e pressões sanguíneas examinadas, como também realizados exames de ecocardiogramas nos corações dos atletas, dando uma mostra de suas estruturas e funcionamentos.

A primeira e já esperada constatação é que todos gozavam de excelente saúde no coração, com batimentos oscilando em torno de 50 por minuto, sendo que as taxas dos corredores eram um pouco mais baixas. Ambos tinham taxas bem mais baixas que os sedentários, demonstrando que os corações dos atletas são bem mais fortes do que pessoas que não se exercitam.

O estudo mostrou ainda as diferenças entre nadadores e corredores. Os ventrículos esquerdos nos corações de ambos se enchiam de sangue antes da média e se desenrolavam mais rápido a cada movimento do coração. Nos corredores isso ocorre ainda mais cedo. O que não quer dizer que os corações de corredores apresentem melhor funcionamento, segundo avalia o diretor do estudo e professor da universidade, Jamie Burr.

O diretor explica que, o fato da atividade física dos nadadores se desenvolverem na posição horizontal, seus corações não precisam lutar contra a gravidade para bombear sangue de volta ao órgão. A conclusão dos pesquisadores é que os exercícios conseguem refazer os corações de quem os pratica. Esperam que no futuro mais pesquisas possam apontar como cada exercício afeta quem o pratica e quais as melhores atividades para cada pessoa.

Exercícios aeróbicos também ajudam a diminuir o índice de doenças cardiovasculares

Se você anda com excesso de colesterol LDL, o mesmo que pode se alojar nas artérias, provocar o entupimento das mesmas e as temidas doenças cardiovasculares, procure se exercitar mais. Aliada a alimentação, a atividade física ajuda a combater o colesterol ruim.

A atividade física regular promove uma melhora na circulação sanguínea, mecanismo que faz o sangue se distribuir pelo organismo, ajudando o coração, as artérias, as veias e capilares. Segundo dados do Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta em 54% o risco de morte por distúrbios cardiovasculares, 50% de mortes por derrame e 37% de casos de câncer. Caminhada, corrida e exercícios aeróbicos estimulam a limpeza do fluxo de sangue no organismo, diminuindo a incidência dessas doenças.

A prática de atividade física pode alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura do nosso sangue. Um exemplo é a LPL, enzima que destrói os triglicerídeos e aumenta os níveis de colesterol bom, o HDL. Ela foi encontrada em quantidades elevadas entre os praticantes dos exercícios aeróbicos. E a consequente perda de peso que ocorre com a prática dessas atividades também ajuda a aumentar a ação da LPL.

Exercite-se para aliviar problemas respiratórios

Quem sofre com complicações respiratórias como rinite, asma e bronquite, podem ter os sintomas aliviados com a prática de exercícios físicos. E que as limitações provocadas por essas doenças são sejam um desestímulo para desistir dos exercícios. Com a prática regular de atividade física o organismo passa a respirar com mais facilidade em função do fortalecimento dos músculos responsáveis pelo processo de respiração.

Além dessa vantagem, a atividade física também aumenta a circulação sanguínea, diminui a pressão sanguínea e fortalece o coração. Quem deseja começar deve se submeter a uma avaliação médica. O especialista ajudará a escolher o exercício que melhor se adapte as limitações provocadas pela doença.

Quem sofre de problemas respiratórios deve evitar riscos. Procurar não fazer exercício sozinho ou em áreas isoladas como trilhas e parques. Também é aconselhável não se exercitar quando o clima estiver muito quente ou seco. Por isso, o acompanhamento de um instrutor nos exercícios é tão importante. O especialista ajudará a realizar aquecimentos e alongamentos adequados, evitando que o praticante tenha dificuldades e lesões.

A natação, como se sabe, é um dos melhores exercícios para quem sofre de doenças respiratórias. Quando realizado na piscina, os exercícios auxiliam a entrada de ar nas vias respiratórias devido à umidade relativa do ar. A água também age como um vasodilatador, facilitando a circulação do sangue e o bombeamento do coração. Caminhar e/ou correr de forma leve também são atividades indicadas. Ambos são exercícios aeróbicos que auxiliam o condicionamento físico.

Mas, se ocorrerem desconfortos como dores no peito, enjôo ou queda brusca de pressão o praticante deve imediatamente interromper a atividade. Tais problemas acontecem geralmente pela falta de acompanhamento de um instrutor ou especialista em atividade física para estabelecer os limites do praticante. Sempre é bom para o portador de problemas respiratórios fazer uso dessa orientação.

Atividade física auxilia pacientes com osteoporose

Quem tem osteoporose, doença crônica que fragiliza os tecidos dos ossos, pode praticar atividade física? E quem insiste em se exercitar nessas condições, corre risco de fraturas? Se forem realizados de forma certa e segura, de preferência com acompanhamento profissional, os exercícios até promovem uma melhora da doença, já que ajudam na recomposição da massa óssea.

O primeiro passo para iniciar uma atividade física é a visita ao médico. Ele irá avaliar as condições de saúde do paciente e também os riscos de possíveis fraturas. Como elas ocorrem em função de quedas, o melhor é optar por exercícios funcionais.

Quem já chegou ao estágio avançado da doença, deve ter maior cautela. O ideal é realizar exercícios aeróbicos de baixo impacto, como a caminhada ou dança, com exercícios de força, como os de musculação.

Além dos ossos, o praticante que tem osteoporose também precisa cuidar dos músculos. Se estão fracos em função da doença, a postura, agilidade e o equilíbrio ficam comprometidos, o que também pode gerar fraturas.

Porem, ela pode prevenir a doença também…

A osteoporose é uma enfermidade que afeta as articulações e os ossos, deixando-os tão fragilizados que eles podem sofrer fraturas ao mínimo impacto.

É considerada uma das mais graves e comuns doenças ósseas ligadas ao envelhecimento e segundo dados de pesquisadores brasileiros, pode atingir até 15 milhões de pessoas anualmente no país.

As fraturas mais comuns provocadas pela osteoporose são as de punho, vértebras, costelas e principalmente as do fêmur, que muitas vezes levam à morte. E uma das melhores maneiras de evitar o aparecimento desta doença é através do fortalecimento da massa muscular, que também irá contribuir para fortalecer e até aumentar a massa óssea do corpo.

Atividades físicas como caminhar, correr, jogar tênis, peteca ou esportes coletivos como futebol, basquete e voleibol, são adequados no trabalho de prevenção. Aulas de dança também são adequadas, sendo outra arma para fortalecer os músculos e ossos do corpo.

Os exercícios aeróbicos podem ser combinados com a musculação, que aumenta a força dos músculos, auxiliando no ganho de massa óssea e diminuindo o risco de fraturas. Mas atenção: o paciente que já desenvolveu a doença deve ter uma atenção especial, tendo sempre seu programa de atividade física supervisionado por um médico e por um profissional de Educação Física.

Atividade física é de tratamento de baixo custo e muito eficiente para o diabetes

Pessoas com diabetes mellitus têm no exercício físico um aliado para a melhoria da qualidade de vida, com efeitos significativos para a saúde mental e o controle glicêmico.
Os benefícios propiciados pela atividade física são inúmeros: Regula a função miocárdica, melhora a condição física, influi na perda de peso e consequentemente na autoestima, promove maior disposição para atividades diárias e aumenta os níveis de qualidade de vida, são apenas alguns.

A prática de atividade física é considerada uma forma de tratamento sem o uso de medicamentos e de baixo custo, além de melhorar a qualidade de vida do praticante. “Amigos e familiares são vistos como o apoio social, que dão força para o portador não desistir das atividades físicas”, completa.

Atividade física reduz risco de câncer masculino

Uma boa notícia para os homens que praticam atividade física. Ao entrar na meia-idade eles terão menos chances de adquirir câncer. A revelação foi apontada por estudo realizado na Universidade de Vermont, Estados Unidos.

Participaram da pesquisa 17.049 homens, todos na faixa etária de 50 anos. Os voluntários foram acompanhados durante 20 anos e submetidos a testes cardiovasculares, em que caminharam por um esteira rolante em velocidades e inclinações diversas. Os participantes foram classificados em grupos, onde foram verificadas as chances de desenvolveram câncer de pulmão, cólon e próstata.

Durante a pesquisa, 2.332 homens tiveram diagnóstico de câncer de próstata, 277 de câncer de pulmão e 276 de câncer de cólon. Comparando a incidência em cada grupo, os pesquisadores descobriram que o risco de câncer de pulmão ou colo-retal foi reduzido de 68% para 38% no grupo que apresentou o melhor resultado nos testes cardiovasculares. Além de terem o risco de morte reduzido em 13%.




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