Estilo de Vida - Dicas


A obsessão por uma imagem perfeita…


Estudos realizados por Harrison Pope, professor da Universidade Harvard e um dos autores de O Complexo de Adônis –

A Obsessão Masculina pelo Corpo, registram que entre 9 milhões de norte-americanos freqüentadores de academias de ginástica, cerca de um milhão são afetados por um transtorno de auto-imagem. Um deles é o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), que se caracteriza pela preocupação excessiva com a aparência, no qual o paciente acredita sofrer de alguma deformidade corporal.

De acordo com Leonardo Gama Filho, psiquiatra, chefe do serviço de saúde mental do Hospital Municipal Lourenço Jorge (RJ), especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria, organizador e autor do livro De Mal com o Espelho: O Transtorno Disfórmico Corporal, o paciente de TDC revela uma percepção do próprio corpo que não corresponde à realidade. Muitaz vezes essas distorções são imaginárias ou fruto de alterações leves na aparência. “Esses pacientes estão sempre se observando em espelhos e, em geral, usam camuflagens do “defeito” com bonés, penteados, maquiagem ou roupas largas. Com medo de serem ridicularizados, muitos se mantêm excluídos do convívio social. Além disso, visitam freqüentemente dermatologistas e cirurgiões plásticos, e se demonstram muito ansiosos durante a consulta.

Estudos mostram que a incidência do transtorno em pacientes que procuram cirurgias estéticas vai de 7 a 15%”, afirma.

As queixas costumam estar relacionadas com partes específicas do corpo, sendo mais freqüentes as relativas à face, como desproporção do nariz, olho ou boca, ausência ou excesso de pêlos, rugas, cicatrizes e etc. Em alguns casos, as funções do corpo é que se tornam o alvo da obsessão. “Há pacientes que definem o próprio cheiro corporal, o mau hálito, ou o odor nos pés como a causa do seu sofrimento”, explica.

O problema costuma surgir entre a adolescência e o início da fase adulta, na maioria das vezes em pessoas solteiras. Embora a causa do TDC ainda seja desconhecida, acredita-se que alterações nos desequilíbrios de serotonina e outros neurotransmissores cerebrais estejam diretamente ligados com o distúrbio. Ainda assim, há alguns fatores que podem predispor a sua manifestação, entre eles: abuso físico ou sexual na infância, histórico de problemas dermatológicos crônicos, depressão, transtorno de ansiedade ou personalidade extremamente tímida e perfeccionista.

Por Daniele Monte


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