Estilo de Vida - Dicas


Você já ouviu falar na “síndrome do bumbum sarado”?


Indicados para a saúde e o bem-estar, os exercícios físicos estão quase acima de qualquer suspeita. O problema é que quando realizados sem a orientação de um profissional ou sem o aval de um médico, ou se praticados de forma exagerada, eles podem dar origem a dores e complicações em pessoas predispostas a desenvolverem problemas como, por exemplo, artrose, Síndrome do Impacto no Quadril ou Síndrome do Piriforme (também chamada de Síndrome do Bumbum Sarado).

“Até em uma simples caminhada, a pessoa pode começar a sentir dores no quadril, nádegas, virilha, coxa e joelho, resultantes de um início de artrose que deve ser investigada por um médico especialista”, alerta o Dr. Ricon Jr., chefe da clínica do Serviço de Ortopedia do Hospital Lourenço Jorge e diretor de Centro Ortopédico de Ipanema.

Outra doença que também pode ser agravada por exercícios que sobrecarregam as articulações, principalmente maratonas, corridas, futebol e tênis, além de lutas marciais como judô, jiu jitsu e tae kwon do, é a Síndrome do Impacto no Quadril. Por causa deste problema, o tenista Gustavo Kuerten foi obrigado a abandonar temporariamente as quadras e se submeter a uma cirurgia.

Os primeiros sintomas da Síndrome do Impacto no Quadril são dores ou incômodo na virilha, na nádega e na face lateral do quadril. Segundo o Dr. Ricon Jr., a doença ainda é pouco conhecida e, conseqüentemente, mal diagnosticada. “Não faz nem dez anos que ela começou a ser estudada e hoje é objeto de preocupação dos médicos por ser uma das principais causas de artrose do quadril em jovens”, diz.

Doença que ocorre em mulheres obcecadas por um “bumbum perfeito” e que passam horas na academias fazendo exercícios específicos para esta parte do corpo, a Síndrome do Piriforme – ou “Síndrome do Bumbum Sarado” é um problema ainda pouco comum, mas que vem chamando a atenção dos médicos por conta do aumento de casos provocado pela “cultura do corpo perfeito”. “O problema tem uma incidência maior em mulheres entre 20 e 50 anos que malham com muita intensidade os músculos das regiões das nádegas e coxas”, explica o Dr. Ricon Jr.

Para o médico, é essencial que se passe por uma avaliação médica antes de se dar início ou de se retomar uma atividade física. Em alguns casos, também são indicadas consultas com cardiologistas e ortopedistas. Depois de iniciada a atividade escolhida, a pessoa também deve procurar ficar atenta aos sinais emitidos pelo corpo. “Dores ou incômodos devem ser relatados logo a um médico. Na ânsia de perder peso, de ganhar massa muscular ou de melhorar com rapidez a performance, muita gente ultrapassa os próprios limites, se lesiona ou agrava um problema pré-existente”, conclui o Dr. Ricon Jr.

Por Ayla Ueda e Leonardo Pessanha


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