Marcio responde


Meu filho tem 7 anos e adora esporte, mas não gosta de comer nada saudável. Eu mesmo, nunca fui muito saudável, mas sempre pratiquei atividade física. Será que posso deixar ele ir pelo mesmo caminho?

Marcio Atalla responde às suas dúvidas, aqui


Meu filho tem 7 anos e adora esporte, mas não gosta de comer nada saudável. Eu mesmo, nunca fui muito saudável, mas sempre pratiquei atividade física. Será que posso deixar ele ir pelo mesmo caminho?

Meu filho tem 7 anos e adora esporte, mas não gosta de comer nada saudável, só come besteira. Como não quero que ele passe fome, deixo ele comer o que quer. Eu mesmo, nunca fui muito saudável, mas sempre pratiquei atividade física e sou magro. Será que posso deixar ele ir pelo mesmo caminho? Ou melhor corrigir a alimentação?

Antônio Maria Prado – São Paulo, SP

Primeiramente, vale ressaltar a importância de você ser uma pessoa ativa, e ter dado o exemplo, na prática, para seu filho. Quando os pais são fisicamente ativos a chance de a criança ser também é 6 vezes maior do que em casas de pais sedentários. Porém, a alimentação também é importante, sobretudo nessa faixa etária, quando estamos formando o hábito alimentar e desenvolvendo o paladar.
Mas, ele também segue seu exemplo, não se importando muito com o que come, o que suponho, seja o hábito da casa. Na verdade seu filho está comendo, e não alimentando-se ou nutrindo-se. É importante que se ofereça sempre, em primeiro lugar, as opções mais saudáveis, como saladas, legumes, verduras, frutas. São esses alimentos que devem estar ao alcance dos olhos e mãos das crianças, e não as guloseimas.

Se ele opta por “besteiras”, é porque são essas opções que estão mais acessíveis, o que é o primeiro grande erro dos pais: trazer uma quantidade exagerada de biscoitos, chocolates, balas e sorvetes para casa. Experimente colocar sobre a mesa da cozinha uma bela cesta com frutas frescas. Lembre-se de come-las na frente de seu filho. Com certeza, ele vai ter curiosidade e vai experimentar. Não adianta fazer pressão para que a criança coma esse ou aquele alimento, mas um pouco de dureza é preciso nessas horas. Uma boa tática é fazer o prato e servir. Se a criança se recusar a comer sob a alegação de estar sem fome ou não gostar “daquela comida”, guarde-o. Quando ele sentir fome, vai aceitar o que lhe for oferecido. Reserve para os dias especiais as guloseimas que ele tanto gosta.


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