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Refugiados sofrem com a leishmaniose

Doença se alastra pelo Oriente Médio


Refugiados sofrem com a leishmaniose

A leishmaniose cutânea, doença que provoca feridas dolorosas na pele e deformações, tem se alastrado nas zonas de conflito no Oriente Médio, vitimando milhares de refugiados, segundo denuncia a revista científica ¨PLoS Neglected Tropical Diseases¨.

A doença já era considerada como endêmica na Síria, tendo o primeiro caso ocorrido em 1745. Antes do país ser atingido pela guerra, a leishmaniose cutânea se restringia a duas zonas do país, ao redor das cidades de Aleppo e Damasco. Mas a guerra ajudou a alastrar a doença, cujo número de casos pode ultrapassar o de 100 mil por ano.

O aumento seria em função do deslocamento em massa da população dentro do país e a alterações no habitat do mosquito transmissor, o flebotomínio. Cerca de 4,2 milhões de sírios já se deslocaram pelos países vizinhos, para fugir da guerra civil que já dura mais de cinco anos. Além da Síria, foram registrados casos no Líbano, Turquia, Jordânia, Líbia e Lêmen.

O surto da doença atinge locais de maior concentração de refugiados, com condições de vida precárias, onde existem reservatórios de água cujos mosquitos transmissores se proliferam. Os insetos também se reproduzem em ambientes de altas temperaturas.A doença também é associada a desnutrição e a um sistema imunológico fraco.

Antes de se proliferar no Oriente Médio, leishmaniose cutânea já havia ocorrido na Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Peru e Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no mundo a doença atinge 1,3 milhões de pessoas, causando de 20 mil a 30 mil óbitos.




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